terça-feira, 10 de abril de 2018

"JOGANDO CONVERSA FORA"
Muitas vezes precisamos "jogar conversa fora"...
fora da gente, fora da nossa caxola, simplesmentete para fora de nossos invólucros, porque as idéias ficam pedindo pra sair da gente mesma, e se não saem parece que vão explodir.
Ontem assisti ao documentário - Che Guevara: a formação de um ícone. Primeiro, que relembrei minha ida à Cuba em 2017 e como o Che Guevara era lindo... Que homem lindo... além de idealista e revolucionário, ainda era lindo.
O documentário explora o cerne da iconografia da imagem de Che, a partir da foto de Alberto Korda - "a foto do herói" que é a mais reproduzida no mundo (por motivos diversos).
Em Cuba pude ver muitas destas fotos, maravilhosas! E não resistindo, comprei várias...
Bem, mas escrevo sobre isso devido ao momento histórico atual. Escrevo isso devido aos "ECONOMOCRATAS" sempre de plantão, que idolatram o "Deus Mercado" e defendem que "fora do mercado não há salvação"...
Quanta baboseira...quanta falácia...quantas misérias em nome do "Deus Mercado".
Muitxs nunca entraram nem entrarão "no mercado",,, vivem, viveram e viverão sempre às margens. O "mercado" é sempre excudente, sempre seletivo, sempre rigoroso... pensem nos "critérios para estar dentro do mercado": atualizado, dinâmico, com formações acadêmicas sucessivas que nunca serão suficientes...
Che Guevara, após a revolução Cubana em 1959 foi ministro da indústria. Trabalhava com os operários na defesa do principio do trabalho coletivo e solidário.Porém, como era um idealista e um revolucionário, característticas que estavam em seu DNA, renunciou a cidadania cubana concedida por Fidel, explicou seus motivos em carta e se mandou pra Bolívia com um grupo de cubanos para "ajudar os hermanos bolivianos" a fazer a revolução e a reforma agrária...
Desconfio que Che percebeu rapidamente que Fidel, sim Fidel, ele mesmo se tornaria um líder autoritário, e antes de cair em desgraça, se mandou!
Porque um idealista precisa de ideiais, de sonhos.., sem eles, sufoca e morre...
Penso que para Che, melhor ser "matado" lutando por seus ideiais do que se render e morrer preso à sistemas, sejam quais forem!
Bem...talvez seja essa minha ilusão...um certo ideal... porque também preciso de ar retirado dos idealistas para respirar atualmente.
"JOGANDO CONVERSA FORA"
Muitas vezes precisamos "jogar conversa fora"...
fora da gente, fora da nossa caxola, simplesmentete para fora de nossos invólucros, porque as idéias ficam pedindo pra sair da gente mesma, e se não saem parece que vão explodir.
Ontem assisti ao documentário - Che Guevara: a formação de um ícone. Primeiro, que relembrei minha ida à Cuba em 2017 e como o Che Guevara era lindo... Que homem lindo... além de idealista e revolucionário, ainda era lindo.
O documentário explora o cerne da iconografia da imagem de Che, a partir da foto de Alberto Korda - "a foto do herói" que é a mais reproduzida no mundo (por motivos diversos).
Em Cuba pude ver muitas destas fotos, maravilhosas! E não resistindo, comprei várias...
Bem, mas escrevo sobre isso devido ao momento histórico atual. Escrevo isso devido aos "ECONOMOCRATAS" sempre de plantão, que idolatram o "Deus Mercado" e defendem que "fora do mercado não há salvação"...
Quanta baboseira...quanta falácia...quantas misérias em nome do "Deus Mercado".
Muitxs nunca entraram nem entrarão "no mercado",,, vivem, viveram e viverão sempre às margens. O "mercado" é sempre excudente, sempre seletivo, sempre rigoroso... pensem nos "critérios para estar dentro do mercado": atualizado, dinâmico, com formações acadêmicas sucessivas que nunca serão suficientes...
Che Guevara, após a revolução Cubana em 1959 foi ministro da indústria. Trabalhava com os operários na defesa do principio do trabalho coletivo e solidário.Porém, como era um idealista e um revolucionário, característticas que estavam em seu DNA, renunciou a cidadania cubana concedida por Fidel, explicou seus motivos em carta e se mandou pra Bolívia com um grupo de cubanos para "ajudar os hermanos bolivianos" a fazer a revolução e a reforma agrária...
Desconfio que Che percebeu rapidamente que Fidel, sim Fidel, ele mesmo se tornaria um líder autoritário, e antes de cair em desgraça, se mandou!
Porque um idealista precisa de ideiais, de sonhos.., sem eles, sufoca e morre...
Penso que para Che, melhor ser "matado" lutando por seus ideiais do que se render e morrer preso à sistemas, sejam quais forem!
Bem...talvez seja essa minha ilusão...um certo ideal... porque também preciso de ar retirado dos idealistas para respirar atualmente.

domingo, 22 de setembro de 2013

VERDADE \ VERDADES...

Recentemente, o Papa Francisco Bergoglio respondeu, para surpresa geral, questionamentos realizados por Eugenio Scalfari, jornalista italiano.
Scalfari se declara ateu, mas "fascinado pela pregação de Jesus de Nazaré".

As questões:
1- se uma pessoa não tem fé, nem a procura, será perdoada pelo Deus cristão...
2- a Igreja que acredita na verdade revelada, considera pecado o fato de alguém não crer em nenhuma verdade absoluta, mas somente em verdades relativas e subjetivas...

ao que o Papa respondeu:
1- feita a primeira premissa de que a misericórdia de Deus não tem limites, ... (vou resumir) se nos dirigirmos a Ele de coração contrito e sincero, a questão não é de crer ou não crer, mas em obedEcer a própria consciência... (QUE TIPO DE CONSCIÊNCIA, PENSO QUE A MORAL,,,GRIFO MEU)

2- sobre a "verdade":
"eu não falaria, mesmo para aqueles que acreditam, em verdade absoluta. Para a fé cristã, a verdade é o AMOR DE DEUS POR NÓS EM JESUS CRISTO. Portanto, a verdade é UMA RELAÇÃO. ... (resumo)

O Papa diz ainda, que a diferença não existe entre crentes e não crentes, mas existe entre aqueles que pensam e OS QUE NÃO PENSAM!

(Para quem quiser ler a matéria inteira: REVISTA CARTA CAPITAL\25.09)

..............................................................................................

Bem, pensando nesta leitura que fiz, e na notícia de que, desde ontem (21.09.2013) um Movimento Militante Fundamentalista Somali denominado "AL - SHABAAB" matou aproximadamente 60 pessoas, E ainda faz reféns e feriu quase 200 pessoas num Shopping de alto padrão na cidade de Nairóbi, fico a me indagar sobre que verdades são essas... como estabelecer parâmetros de "verdades" para seres criados de forma a acreditar numa verdade absoluta... Como construir diálogos possíveis entre "OS QUE PENSAM" e aqueles considerados "NÃO PENSANTES"
(pensando na expressão Papal)...

Todos pensam, de uma forma ou de outra ... pensam de forma aberta ou fechada... Alguns de nós pensamos de forma ampliada e outros pensam se fechando em suas trincheiras...

Enquanto isso, os grupos fundamentalistas continuam exercendo sua violência... Com certeza estão pautados num tipo de pensamento. Construíram este pensamento, pautados em fatos históricos, em histórias familiares, subjetivas, objetivas... Como poderemos alcançar a todos com a possibilidade de inversão de certos pensamentos...

Concordo com a afirmação do Papa. A verdade é uma relação. Como fazer para ampliar esta relação com povos diversos...

("...Verdade, jogo de esconde-esconde - esconde-esconde... o que esconderá...")


São questões... sempre questões...

quarta-feira, 1 de maio de 2013

HOMENAGEM À PREGUIÇA

Hoje, comemorações, protestos, festas e afins pipocam pelo mundo todo devido ao "Dia do Trabalho"...

E, neste primeiro de maio de dois mil e treze eu ergo um brinde à                             "P R E G U I Ç A"!

Viva o ócio...

Viva a preguiça....

V I V A   M E S M O...

terça-feira, 2 de abril de 2013

RECORTES - E UM POUCO DE ANTROPOLOGIA

Nesta minha viagem para fora do Brasil, passando por cidades entre Espanha e Portugal, fixo nos recortes que estas cidades me aparentaram numa primeira visita. Escrevo recortes, pois são isso mesmo. Aliás, pequenos recortes de realidades sempre mais complexas quando vistas "de perto e de dentro", tomando de assalto categorias cunhadas pelo Prof. J. Magnani da FFLCH / USP. Porque decerto, se tivesse mais tempo para observar, estes que chamo de recortes iriam variar muito seus tons.

Mas, como o tempo desta viagem é relativamente curto, escrevo mesmo dos recortes.

Madri,a começar pelo aeroporto de Barajas é uma cidade que se mostra muito diversa, multicultural, colorida, alegre. Na Praça Latina, no centro, uma mescla de cores e sabores, idiomas e ritmos. Os espanhóis a andar com seus pares, animais, velhos, moços, crianças. Todos falam e gesticulam e me apareceram e pareceram, de fato, em sua latinidade. Muito oportuno o nome desta Praça - "Praça Latina"...

A cidade de Braga em Portugal, em plena "Semana Santa", com toda a sua suntuosidade histórica, seus monumentos, castelos, igrejas e afins. Uma cidade exalando traços de sua rotina religiosa católica. Os moradores desta cidade, com quem conversei foram muito agradáveis, e pessoas que dizem o que pensam de forma convicta, sem melindres e sem rodeios. Educados, agradáveis e diretos. Me senti bem nesta cidade, experimentei gostos, sabores e sensações novas.

A cidade de Guimarães, considerada uma "aldeia", assim  nomeada por seus moradores - com quem falei -  tem 50.000 habitantes aproximadamente, é também um local rico de saberes, tradição e história. Em 2012 foi nomeada a "Capital da Cultura na Europa". Entre suas qualidades, tem um Centro Cultural nomeado "Vila Flor", com sua "Plataforma das Artes" que congrega variadas apresentações artísticas em diversas linguagens. E, possui uma programação digna de respeito para seus "miúdos", como chamam suas crianças. Como gostei deste termo - "miúdos". Referem-se às suas crianças de forma tão respeitosa e dedicada. E, ao acompanhar uma de suas atividades, pude perceber que estes "miúdos" são miúdos em tamanho, porém, graúdos em curiosidade e inteligência...  como a maioria dos miúdos no mundo...

A cidade do Porto pareceu-me mais rígida, mais sisuda, e nem por isso menos agradável de ser vista e sentida em toda a sua complexidade, que já se desenha nos labirintos de suas ruas centrais. Ruas estreitas e cheias de charme. Em Porto não conversei com muita gente. Somente com um motorista de táxi e um comerciante.Mais diretos. Me lembraram alguns de nós mesmos, metidos em nossas rotinas de trabalho, com um trânsito pesado, sem muita paciência muitas vezes...risos... Como é bom percebermos certas peculiaridades. Porto, segunda maior cidade de Portugal, sua Universidade que leva o mesmo nome, onde me senti honrada em adentrar... Por vezes, sentimentos ambíguos, porque os portugueses que estiveram no Brasil a nos colonizar não foram assim, tão dignos em suas ações. Porém, como a vida é uma mescla de ambiguidades, me senti bem, mesmo com pensamentos, críticas e racionalizações a me rondar...

E, esta cidade onde estou agora, Lisboa... Cidade grande, onde tradição e modernidade convivem de forma íntima, interessante, a nos indagar. Os sentimentos ambíguos me rondam aqui também. Muitos espaços visitados, muitos diálogos trocados. Muitos sabores experimentados. Várias sensações e emoções. Como um comentário postado por uma amiga "é em Portugal que também nos percebemos tão brasileiros"!
Com nossa brasilidade em toda a sua variação.
Não imaginei que ao ouvir fados fosse vivenciar tamanha emoção, a ponto de chorar. Boa surpresa!  
E, surpresas boas também nos campos direcionados aos "miúdos"... Uma delas: O "Museu das Crianças" no coração da cidade dos lisboetas. Singelo, delicado, convidativo e um espaço privilegiado dedicado às crianças. Que boas possibilidades de conhecer outros lugares. Sempre a nos indagar, a nos surpreender e tocar em nossa curiosidade...
"Olhos bem abertos, para ver e sentir"

            

sexta-feira, 29 de março de 2013

MICRO MACRO

Estou em Portugal. Hoje, sexta feira da Paixão, estou numa cidade chamada Braga, próxima à região do Porto.

Esta cidade tem aproximadamente 180.000 habitantes e é uma guardiã de tradições religiosas católicas. Nesta Semana Santa, comemoram-se de forma intensa os rituais relativos aos acontecimentos narrados na Bíblia cristã. São muitas procissões, muitas missas, muitos rituais.

Com todo o processo de globalização econômica que solapa tradições, é interessante estar nesta cidade, numa Semana Santa. Pude experimentar uma sensação de "suspensão temporal". Hoje, ao caminhar tranquilamente pela cidade, ouvi cantos gregorianos. Comecei a "seguir" o som para chegar à igreja onde estavam sendo entoados. Experiência diferenciada, ser guiada por uma melodia delicada no meio de uma cidade como essa. É como se por alguns momentos o tempo parasse em um outro momento histórico.

Escrevo aqui de sentimentos, de subjetividade, de delicadezas... De ser tocada por uma emoção despertada por um canto gregoriano em plena Semana Santa.

Não há aqui pretensão de pensar sociologicamente o fenômemo religioso desta cidade. Nem de fazer apologias religiosas. Somente compartilhar de uma sensação boa e delicada, vivida neste momento importante da tradição cristã.

Em tempos de vertiginosa mudança dos modos de vida, marcada por fortes pressões midiáticas, sociais e econômicas, tem sido um privilégio experimentar esta sensação em Braga.

Desejo a todos, todos sem exceção, cristãos ou não, uma BOA PÁSCOA!

 

domingo, 10 de fevereiro de 2013

AMOR AMORES PONTOS DE INTERROGAÇÃO

AMOR...

Minha humilde tentativa aqui, se pauta na perspectiva de realizar possíveis reflexões sobre o AMOR, pensando no filme de mesmo nome, dirigido por Michael Haneke.

Europa. França, Paris.  Um casal de velhos, casados há muitos anos. O Diretor já busca a cumplicidade do espectador na primeira cena, de imediato. É como se estivéssemos "entrando dentro" de nós mesmos, por meio da capacidade e competência que este Diretor tem de trabalhar temas universais dentro de dramas íntimos.

Sempre tive o privilégio de conviver com pessoas inteligentes. E, na minha juventude (pensando entre meus 20 até 29 anos), convivi por mais tempo com um grupo de pessoas, com as quais conversávamos sobre tudo que vinha à baila. E, claro, na efervescência de nossas curiosidades, juventudes, imaturidades e ingenuidades, ficávamos a nos indagar sobre o que de fato era o AMOR.

Naquele contexto, todos nós, ainda, éramos românticos. E, cada um à sua maneira foi descobrindo e vivendo as próprias experiências amorosas.

Relembrando questões inerentes a este período da minha vida, e pensando nas questões apontadas pelo filme, percebo o quanto ainda somos surpreendidos pela vida, pela nossa imaturidade, vaidades, enfim, somos surpeendidos por nossa humanidade a todo o tempo, e por tudo o que esta nos apresenta em nossa breve jornada por aqui.

Amar, pensando deste momento da minha vida, nada tem de romântico. Claro que existem romantismos possíveis, datados, de pequenos gestos. Porém, o amor, em toda a sua complexidade me faz pensar em cumplicidade, seja ela de que natureza for.

Amar alguém é ser cúmplice, é ter cumplicidade. Saber ficar, saber partir, aprender a ceder e a não ceder as vezes, saber calar, poder falar, saber voltar... Sempre!

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

SIMPLICIDADES COMPLEXIDADES

"...Ora, direis, ouvir estrelas!" canta o poeta.

"...Sim, temos olhos e ouvidos para os signos que expressam o novo. Na vida, nossos passos são conduzidos por estrelas, sonhos e ambições que simbolizam a fonte de felicidade. Nunca estamos satisfeitos com o que somos ou temos. Feitos de matéria transcendente, trafegamos no labirinto da existência seduzidos pelo absurdo, mas famintos de absoluto.

Hoje, nosso mal estar advém desse horizonte estreito em que miramos estrelas cadentes; raras ascendentes. Iniciamos o século  e o milênio como aprendizes de deuses, capazes de engendrar a vida em provetas e possuir olhos eletrônicos, sem, no entanto, erradicar a fome, a desigualdade, a injustiça.

Somos órfãos da esperança. Quase tudo está ao alcance do poder do dinheiro, exceto o que mais carecemos: um sentido para a vida. Calam-se as filosofias, confinadas aos limites da linguagem; desaparecem as utopias, travestidas no mesquinho desejo de poder e posse de refinados objetos; enquanto as religiões cedem às exigências do Mercado e oferecem o lúdico a quem busca luz, sem abrir as portas que nos conduzam à inefável experiência de Deus.

E agora José? Agora é mudar os sentidos do Natal e a nós próprios. Procurar o brilho da estrela  (que orientava os Reis Magos) em nossas inquietações mais profundas. Descobrir a presença do Menino Jesus em nosso coração. E, como sugeriu Jesus a Nicodemos, ousar renascer em gestos de carinho e justiça, solidariedade e alegria..."
(Frei Betto)   

domingo, 23 de dezembro de 2012

CADA DIA

Na Bíblia há uma passagem - onde Jesus responde - para alguém que o questiona de forma ansiosa:

"...basta a cada dia o seu próprio mal..."

Pensando sobre isso num bom momento de férias, com paisagens inspiradoras, só confirmo que esta é uma das mais verdadeiras afirmações para uma vida saudável.

Não excluo as necessidades da vida de nós, meros mortais: trabalho, educação, moradia, saúde, relacionamentos, etc, etc...
Porém, para mim, de nada vale vivermos nossa vida, se não conseguirmos "respirar", "pausar" e saber o que cada momento requer, e que o realmente vale a pena para cada um.

Escrevo para mim mesma... talvez eu necessite mais dessas doses homeopáticas de sabedoria...



DESEJO A TODOS NÓS UM NATAL ILUMINADO!



quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

FÉRIAS


COMO JÁ VATICINOU NIETZSCHE: A VIDA É FEITA DE MOMENTOS FELIZES!
E ESTE É UM DELES...
COMPARTILHADO COM MUITO PRAZER E ALEGRIA POR MIM E PELA MINHA LINDA SOBRINHA BEATRIZ!


FELICIDADE E REFLEXÃO: COMBINAM MUITO....

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

REPETINDO O QUE FAZ SENTIDO


SOPHIA

Sophia é a palavra grega para sabedoria. E desenvolver a sabedoria está diretamente relacionado com a reflexão, com a sensibilidade adquirida pela vivência diária, com a convivência entre diferentes. No dicionário, algumas palavras sinônimas de sabedoria são: prudência, moderação, sensatez, conhecimento justo das circunstâncias.
Vivemos tempos, principalmente nas grandes metrópoles, onde as pessoas se submetem a tantos afazeres, tempos em que a questão do ter é sempre posta em maior evidência, que as qualidades acima - sinônimas da palavra sabedoria - estão ficando raras. Qualidades que nós, os humanos, deveriamos honrar. Infelizmente somos negligentes em muitas ocasiões, onde as qualidades acima são essenciais. Nos apressamos em pré julgar, em fazer leituras preconceituosas e distorcidas, justificando que não temos tempo para ouvir, para conviver, para nos relacionar, porque estamos sempre muito ocupados. Somos seres perdidos em nossas próprias construções sociais. Falta-nos, quase sempre, a boa dose de sabedoria cotidiana.
Neste exato momento, de férias numa cidade muito inspiradora, esta "sabedoria" do viver cada dia faz mais sentido ainda!!! E remete para a necessidade preciosa de pararmos de tempos em tempos...  

QUE BOM! 


sábado, 3 de novembro de 2012

VIVER MORRER MORRER VIVER

O dia de "Finados", com suas diversas expressões, reatualiza-nos sobre nossa finitude.
Cada um de nós, a sua maneira (orações, visitas a cemitérios, choros) velamos por nossos mortos..
Talvez, até para a elaboração de que também morreremos.
A questão se istala aí: também morreremos. Para mim, a qualidade de nossa vida está diretamente vinculada à relação que estabelecemos com nossa finitude.
A insistência da sociedade contemporânea em investir cada vez mais em subterfúgios técnicos e instrumentais para "retardar" o processo de envelhecimento e morte me sugere que as pessoas vivem cada vez pior. Por viverem de forma superficial, sem entrar em contato com suas próprias questões mais profundas, precisam de "atalhos artificiais" que criam uma certa ilusão de juventude eterna e imortalidade.

Estão ai:
- as estatísticas da chamada "estética sintética": cirurgias plásticas feitas por puro narcisismo, sem necessidades reais.
- as internações em UTI's - ambientes sem nenhum aconchego e afeto - que se prolongam, muitas vezes por insistência familiar, sem que o moribundo tenha qualidade genuina dos dias vividos, e onde não pode desfrutar da presença das pessoas com quem passou a maior parte de sua vida. Ironicamente, na hora de sua morte, não pode receber o toque de carinho, tão vital.  É relegado a um ambiente hospitalar, com equipes distantes, que muito raramente, se dispõem à uma conversa digna com a família.

Oxalá Deus me conceda a graça de morrer dignamente, no aconchego do ambiente que me apraz, desfrutando o maior tempo possível da companhia das pessoas queridas. Porque morrer assim, significa que vivo assim, com dignidade, prazer e convivência genuina.
Vida e Morte fazem parte do mesmo ciclo, mesmo que a negação disso seja a pauta de nossos dias.

VIVER MORRER  MORRER VIVER...

sábado, 29 de setembro de 2012

UM DIA DE SOL!

Adoro dias de sol, depois de alguns dias bem frios.

São dias alegres, onde as pessoas começam a sair de casa de forma tímida, e depois ganham os espaços públicos.

Passeando com uma querida criança que amo, desfrutamos desses momentos, de forma despretensiosa, divertida e que tráz novas energias.

Celebro aqui hoje, UM DIA DE SOL!

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

RITUAIS, FORMALIDADES & CELEBRAÇÕES

As conversas com pessoas inteligentes são sempre boas.
E, melhor ainda, elaborar os conteúdos destas conversas, porque num primeiro momento, alguns argumentos podem parecer até convincentes, mas depois de elaborados, apresentam novas facetas.
Fiquei a pensar sobre algo relativo ao que considero um ritual, de fato, após uma conversa.
Para mim, ritual  tem relação com algo que considero da ordem do sagrado, com uma certa possibilidade de transcendência. Sendo assim, as questões que estão relacionadas ao cotidiano formal, burocrático e técnico não se encaixam na categoria de ritual. Se encaixam numa categoria de formalidades. Que, vez ou outra, até são bacanas e importantes.
Porém, rituais e formalidades tem algo em comum: celebrações. E, dependendo da situação, seja um ritual, ou seja uma formalidade, a celebração pode carregar um sentido para alguns, outro sentido para outros, porque afinal de contas, caindo numa fala da moda, somos diversos.
Foi bom parar para pensar sobre isso! Sempre é bom pensar!

segunda-feira, 30 de julho de 2012

QUESTÃO DE GÊNERO

Li, recentemente, um artigo que me entristeceu. Porém, ao mesmo tempo, só me atualizou de algo que já sabemos: as mulheres são sempre mais discriminadas. Neste artigo a autora aponta a questão da discriminação feminina quando a mulher é presa por ter cometido algum delito.
Conforme os dados estatísticos, as mulheres presas são abandonadas pela maioria da sua família: pais, mães, companheiros, irmãos e afins.
A família condena de forma brutal a mulher, não levando os filhos pequenos às visitas. Os companheiros as abandonam quase que imediatamente após a prisão, e os demais membros da família preferem "esquecer" que esta mulher existe, pela "vergonha" que causou à família. Ou seja, esta mulher é cruelmente hostilizada por todos, e abandonada no cárcere até o final de sua pena.
O que sempre chama a atenção é que os dados estatísticos apontam que, no caso dos homens presos, a situação é totalmente inversa. A família os visita de forma regular. As companheiras, em sua maioria levam os filhos pequenos às visitas porque querem que as crianças saibam quem é o pai e estas mesmas companheiras esperam por este homem até o final de sua pena. Ou seja, as mulheres ainda são mais solidárias e generosas (ou será que o sexo feminino é, ainda, mais ingênuo?)
Não gosto de fazer apologia a nem um "ismo", incluindo-se aí o feminismo. Porém, em mais um aspecto somos atualizados de que vivemos num país machista e que discrimina de forma ampla.
Até quando teremos que conviver com tantas crueldades e discriminações com mulheres, pretos, crianças, idosos e todos aqueles que não se enquadram na categoria do sexo masculino, de cor branca com carteira assinada e no auge do seu período produtivo para o capital?

sábado, 30 de junho de 2012

PRETOS, BRANCOS, ESQUERDA, DIREITA!

O censo do IBGE atualizou os dados da população, relativos à última pesquisa. Os  resultados foram divulgados nesta semana.
Para variar, a questão relativa ao que tange pretos e brancos chama a atenção.
Num país que se vangloria de sua "convivência racial pacífica", os indicadores deixam muito a desejar.
Ainda é notória a nossa herança maldita advinda de uma abolição que não gerou igualdade, e sim novas formas de discriminação.
Recentemente, o filósofo Vladimir Safatle publicou o livro "A esquerda que não teme dizer seu nome". Neste livro, reatualiza os valores que regem os postulados do pensamento de esquerda. Entre estes, o universalismo e o igualitarismo. Nestes conceitos, é explícito que todos nós, seres humanos,  devemos ter, sem nenhuma exceção, os mesmos direitos.
Num país como este, que aposta de forma recorrente em discursos  e práticas hipócritas, é ridículo afirmar que somos uma democracia racial. Se fôssemos mesmo a tal democracia racial, pretos não ganhariam menos que brancos nas mesmas funções, e nem seriam discriminados simplesmente por terem a cor da pele escura. Vide as estatísticas policiais a nos atualizar: os mortos na periferia de São Paulo, em sua maioria, são jovens negros e oriundos de camadas pobres da população.
Já passou da hora dos conceitos do universalismo e do igualitarismo fazerem parte, de fato, das leis e das práticas que nos regem!   

terça-feira, 19 de junho de 2012

"ISSO TE INTERESSA?"

Globalização!
Vivemos tempos onde todas as questões, por mais regionais que sejam, são discutidas em fóruns globais.
Vide a "RIO + 20".
Porém, por mais que sejamos "globais", não consigo deixar de me interessar pelas questões da intimidade, das relações em núcleos menores, dos detalhes.
E de detalhes e intimidades difusas, confusas, é composto o espetáculo "Isso Te Interessa?".
Criação da Companhia Brasileira de Teatro e dirigido por Marcio Abreu, o espetáculo "desnuda" questões comezinhas que grande parte da população insiste em fechar os olhos, por banalizar as vivências cotidianas.
Conceitos caros para a psicanálise como inconsciente e  compulsão à repetição, que nos remetem para as "neuroses nossas de cada dia"  me saltaram aos olhos neste espetáculo!
O texto é tão bom e as interpretações tão competentes que, como poucas vezes acontece, sai satisfeita do teatro por ter desfrutado de algo que faz sentido para mim!

terça-feira, 22 de maio de 2012

NADA DE NOVO

Sabe aqueles momentos onde tudo parece estar no mesmo lugar há tempo demais?
Pois é,  para mim estes momentos são difíceis.
Sei que as coisas vão mudar, já estão tomando novos rumos, porém, o período de transição demora, empaca e gera um tédio...
E, de tédio em tédio tento ver se consigo perceber algo que realmente valha a pena!

sábado, 5 de maio de 2012

VAZIO...

Parece que desde o século 18, com o advento do capitalismo, as sociedades vivem uma crescente sensação de que tudo é rápido demais!
E, na contemporaneidade, com a globalização vertiginosa dos meios de comunicação, das redes sociais e do consumo como o grande senhor a ditar normas, sinto como se todo o tempo tudo fosse demais!
As pessoas falam demais, compram demais, se drogam demais, e tudo é... demais!
E, o grande paradoxo é que, com tanta coisa ocorrendo ao mesmo tempo, é epidêmica a sensação de vazio e de falta de significado que muitas pessoas relatam nos consultórios de diversos médicos e psicoterapeutas. A depressão é o sintoma que mais assola a população!
Contradições e contradições  sempre a nos contradizer!
No tempo onde tudo é demais, o que parece predominar é um GRANDE VAZIO!

quarta-feira, 11 de abril de 2012

O QUE SEMPRE NOS RONDA...

Li, recentemente, um artigo onde a autora esclarece pontos importantes sobre a "personalidade autoritária". Aqui faço minhas interpretações sobre o que li.

Tal personalidade, nos dias atuais, costuma se travestir de um ser modernoso, antenadíssimo em tudo o que rola no mundo, articulado e bom ator (sim, bom ator). Porque o ser em questão, por mais jovem que seja, pousa de professor sabe tudo. Não se permite dizer que não sabe algo.
Somente por isso, já é um chato. Porque, imagina, não há diálogo que sobreviva. Somente monólogo, porque, afinal de contas, o ser sabe tudo.

Mas, é só apertar um pouquinho que o ser "espana". Não se responsabiliza por nada, não assume nada, e não defende ninguém, a não ser a si, mesmo quando a situação que colocou alguém em dificuldade foi criada por ele.

O mais assustador, em nossos dias, é que este tipo de pessoa está sendo cada vez mais presente nos diversos espaços. E, como "obedece cegamente" a hierarquia, mesmo quando esta pode estar equivocada, tem ocupado lugares importantes.

Penso que, (resumindo muito), o grande imperativo de boa parte de pessoas que tem posições de destaque na sociedade atual, é o imperativo da perversão! São seres perversos que querem seguir somente suas próprias leis. Parece contraditório, mas não é... Seguem "cegamente" a hierarquia, porque se mimetizam com o sistema que pode ter raízes autoritárias, que atende perfeitamente a perversão que carregam.

Isto é perigoso! Porque as personalidades autoritárias que estão sempre nos rondando são "loucas" para instalar um clima nazifascista! Porque entendem que precisam obter "obediência" gerando insegurança e medo. Algo mais infantilizado do que querer obter obediência de adultos?
De adultos, espera-se o diálogo, com argumentos e contra argumentos! Não obediência.

Pois é! Por este motivo, não se renda e nem abra mão de seu exercício de pensamento, reflexão e crítica! Porque com inteligência e bons argumentos, o fascista terá mais dificuldades em manter seus postulados.