quarta-feira, 2 de março de 2011

CADEIAS ALIMENTARES

O conceito "cadeia alimentar" é muito utilizado no mundo animal. Existe uma hierarquia entre os animais onde se estabelece quem come quem primeiro, para o equilíbrio deste reino.
É a famosa "lei da selva".

Em certos contextos, é utilizado para se referir às pessoas que estão em posições hierárquicas superiores dentro de diversas Instituições.

Muitas vezes, se refere literalmente ao ato de uns comerem os outros, e em outras vezes, se refere a possibilidade daqueles que estão na parte de cima da cadeia alimentar "ferrar" os que estão embaixo, pelo simples fato de atribuirem a si mesmos certos poderes.
Isto, na realidade, se chama abuso de poder.

O que mais podemos perceber nos contextos organizacionais são pessoas em cargos de chefia que abusam do poder que "pensam" ter em seus cargos. Porque, objetivamente, o poder que as chefias tem, se restringe a coordenar a equipe no que tange aos aspectos profissionais, relacionados à responsabilidade que o cargo de cada um pressupõe. Por isso mesmo, em diversas instituições há um setor que cuida de cargos e salários, onde existe uma descrição pormenorizada das responsabilidades de cada função.
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Considero muitas chefias absolutamente hipócritas. Hipócritas porque se fiam em discursos construídos de forma alheia a si mesmas, somente para se auto afirmar e receber promoções. Afinal, querem subir na cadeia alimentar, e tentar "comer" os que consideram inferiores...

Como já vaticinou um filósofo do século 19:
"...para conhecer um vilão, basta lhe dar um bastão..."

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

DISCURSOS

A fala é um dos principais aspectos pelos quais nos tornamos humanos. É através dela que se constroem ou destroem muitos pilares sociais.
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Gosto de conversar. Gosto de pessoas que conversam com fluidez, expressando suas idéias de forma clara.
E, penso que a capacidade e a forma de elaborar a forma discursiva é um dos aspectos que nos ajudam ou atrapalham em nossas relações.
Por melhor que seja a intenção, se o discurso não for convincente e coerente com as ações, temos grandes chances de "morrer na praia" depois de muito ter nadado.
Essas idéias ficaram aqui na caxola depois de ter assistido ao filme "O DISCURSO DO REI".
Trata-se do enfrentamento da gagueira daquele que viria a ser o futuro rei George VI da Inglaterra no período que vai de 1936 até 1952, ano de sua morte.
O período era tenso mundialmente devido a recente Primeira Guerra e a iminência da Segunda Grande Guerra. E no plano particular, um tipo de crise familiar levou o filho primogênito Edward, a abdicar do trono após ter assumido. Com a abdicação, o próximo a assumir o trono foi Albert que sofria de uma gagueira, impedindo-o de discursar. E, este impedimento já lhe havia causado vários constrangimentos públicos. Porém, mediante a urgência do contexto, e com a contribuição de sua mulher que já lhe havia apresentado vários profissionais, eles vão até um chamado Lionel Logue, australiano de nascença (a Austrália era colônia inglesa à época) . Este profissional, com seu estilo nada ortodoxo para a época, e valorizando a escuta e o vínculo relacional para a evolução do tratamento, contribui para que o Rei empossado faça seu primeiro discurso, quando então declara guerra à Alemanha, após a invasão desta à Polônia.
É um momento tenso em todos os aspectos, e deste discurso depende a credibilidade do rei junto ao seu povo, temeroso pela guerra. A competência dos atores torna o filme interessante em minha análise. E, nos mostra da forma mais explícita, como a escuta apurada e um vínculo de confiança faz a diferença num tratamento, e como um discurso pode mudar o rumo de uma situação que aparentemente tinha tudo para ser catastrófica.
Confira e faça suas avaliações!

domingo, 6 de fevereiro de 2011

ROTINA

Muitas vezes nos queixamos do processo rotineiro de nossas vidas.
Caso a vida siga um fluxo mais ou menos sequencial, significa que estudamos, trabalhamos, cuidamos de nós, de nossas coisas, de nossos filhos, sobrinhos, pais que estão envelhecendo, de nossa casa, de familiares afins, pagamos contas e compras parceladas. Assim caminhamos na jornada de nossos dias por aqui.

Quando jovens, são comuns os brados de que seremos diferentes dos demais, que os acontecimentos extra ordinários acontecerão de maneira mais corrente conosco, e que não deixaremos nossas vidas "cair na rotina".
Que ilusão - e boa no período da juventude - de que a rotina é algo a ser combatido.
É esta possibilidade de algum ordenamento na vida que permite uma formação mais consistente. Claro que em alguns momentos da vida é bom ser surpreendido ou se presentear com momentos extra ordinários. Todos sabemos, porém, que estes são momentos diferenciados, e por isso se tornam tão especiais.

Dúvidas de que a rotina é saudável?
Faça um levantamento das pessoas que não tiveram rotina em sua educação quando crianças e jovens. Foram criadas à revelia de limites. Sem medo de errar afirmo que são pessoas que tem sérios distúrbios comportamentais na vida social.

Sem ingenuidade, também sabemos que, de acordo com o passar dos dias, nossas rotinas serão transformadas por acontecimentos comuns à vida. Mas, se tivermos clareza de que são acontecimentos "comuns à vida" e não "tragédias", alcançaremos o amadurecimento para a convivência com uma nova rotina a ser aprendida. Exemplo: adoecimento grave de algum ser querido para nós.

Somente a vida formada e vivida de acordo com limites e rotinas que estabeleçam critérios para o discernimento do que é certo e errado poderá nos dar estrutura para conviver com as dores e as alegrias da vida.

Aprendi com a maturidade (sempre um processo, também) que a rotina é algo a ser celebrado.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

ESTOICISMO

Pelo que compreendo, estoicos são aqueles que mantém uma certa postura de "indiferença", seja qual for a situação. Não esboçam reações mediante situações de tristezas, alegrias, tragédias.
Algumas leituras que fiz sobre Sigmund Freud lhe classificam como um estoico. Um homem que conseguiu manter a "indiferença" mediante as situações mais extremas. Perdeu uma filha ainda jovem e dois filhos foram para a guerra.
Desconfio desta (mais uma) classificação que deram a Freud, porque pelas leituras, pude depreender que ele viveu intensamente sua vida. Parece-me que manteve serenidade mediante suas dificuldades, mas sentiu de forma intensa tudo o que padeceu, se alegrou com suas descobertas e desfrutou ainda em vida de certos reconhecimentos.
Fiquei a pensar sobre isso, sobre "ser estoico" e os desdobramentos desta atitude. Alguns filósofos destacam o estoicismo como virtude, algo a ser adotado. Não sei se, por ignorância, ou falta de condições psíquicas, penso que adotar uma forma de viver que prime por uma postura estoica me parece bem difícil. Parece que se faz necessário não sentir. E, como não sentir? Podemos até manter uma postura mais distanciada de certas coisas, ficar alheios em certas situações, mas até isso é demonstração de que nos protegemos de determinadas coisas ou situações que nos afetam.
Me parece impossível não se deixar afetar. Com o amadurecimento, até conseguimos ter menos reações passionais, porque várias delas são mesmo sinal de imaturidade. Porém, diante de certas situações como agir, ou não agir?
Gostaria muito que pessoas que entendem mais sobre este termo e esta "forma de ser" pudessem me apresentar seus argumentos. Fiquei muito curiosa a respeito.
Não podemos confundir estoicismo com determinadas psicopatologias, entre elas a perversão e a psicopatia. Psicopata é aquele que, de fato, não sente. De fato não se importa. Mas este conceito se enquadra num tipo de doença psíquica. Não é disso que trato aqui. Minha curiosidade se dirige a pessoas que entendem que existem seres que adotam o estoicismo como jeito de viver ou "são estoicos" mesmo.
Alguém aí se habilita a me fornecer mais dados a respeito?

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

BRINCADEIRA DE CRIANÇA

Poucas coisas me agradam neste período de "comemorações". Uma dessas coisas são as brincadeiras e diversões que os pequenos com os quais convivo me propiciam.
E, como nestes dias convivo mais tempo com eles, posso prestar e dar mais atenção a todos e em troca receber um carinho enorme.

Adoro os pequenos e suas peripécias. Tudo é motivo de brincadeira e pedidos de passeios, diversões, jogos e afins!

Sem lições moralistas, é bom mesmo poder presenteá-los e desfrutar da alegria e espontaneidade de suas reações.

Uma das pequeninas é espirituosa desde cedo. Está para completar 2 anos, mas já conta com uma dose de bom humor e espirituosidade que me surpreendem sempre!

E ainda existem pessoas que desdenham e não acreditam que os pequenos são dotados de inteligência.

Todas as vezes que estou com eles neste período do ano lembro da citação bíblica, onde consta que Jesus certa feita fêz uma declaração mais ou menos assim:

- "...quem quiser herdar o Reino de Deus, precisa ser como as crianças..."

(faça a sua própria interpretação do que pode ser este Reino e porque as crianças são o alvo).

Em tempos de exageradas reações voltadas às celebridades e suas futilidades e de várias celebrações vazias, é bom estar rodeada de crianças! Elas não nos deixam esquecer o que realmente vale a pena neste curto espaço de tempo que passamos por aqui!

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

EXPERIENCIAR...

EXPERIENCIAR...

nem sei se esta palavra consta de nosso dicionário! só sei que é esta a palavra que vem a mente em tempos de mudanças de lugares...

penso que, como humanos, é corrente se sentir deslocado, como se nenhum lugar nos pertencesse. e, de fato não nos pertence! somos finitos... o máximo que pode acontecer é desfrutarmos de determinadas situações, em determinados contextos... a isto chamo "experienciar" .

passar por experiências de deslocamentos concretos me dão a dimensão exata de nossa limitação como humanos...

como vivemos épocas de intenso narcisismo, a grande maioria faz de conta que é importante demais, imprescindível demais e daí tudo fica demais... e, assim, fica demais aguentar muita coisa dessa época marcada pelo frenesi, onde o reconhecimento das limitações e espaços de cada um vai ficando cada vez mais fluído...

tempos de frenesi...

parafraseando uma citação bíblica:

"...basta a cada época o seu próprio mal..."

terça-feira, 16 de novembro de 2010

MUDANÇAS...

Sempre que a possibilidade de mudança aparece no horizonte, bate um medo...

Natural, penso eu, porque quando estamos há algum tempo num contexto sem muitas alterações, as situações ficam mais conhecidas.

Porém, quando chega o momento da mudança, o sentimento de alegria e de capacidade para enfrentar novas situações é muito maior que o medo inicial.

Penso que posso relacionar estes sentimentos ao que Nietzsche chama de vontade de potência. Faz-se premente exercitarmos nossa vontade de potência, porque caso contrário é bem provável que sentimentos de desmotivação e de vitimização apareçam e tomem os pensamentos...

É bom pensar sobre isso... e, não só pensar, mas MUDAR quando o contexto onde estamos (interno ou externo) já não nos serve mais como suporte...

Quando o incômodo bate, cabem reflexões...