quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

SOLIDARIEDADE, EDUCAÇÃO, RESPEITO E SIMILARES

Eu gostaria muito de viver numa sociedade mais igualitária. Porém, se ainda existe um longo caminho para a superação de desigualdades básicas, imagine que percurso ainda temos que percorrer para alcançar um maior grau de igualdade social.


Mas, o que me chama a atenção são pessoas que gostam de pregar (para os outros) certos clichês, sem se dar conta de que são absolutamente incoerentes. Incoerentes porque se fiam em discursos alheios sem se apropriar, de fato, do teor dos discursos e das mensagens subjacentes a estes.


Solidariedade, educação e respeito deveriam ser valores incorporados por todos, sem distinção de classe e de hierarquia. Por isso, quando certos seres se apropriam de determinados discursos, chegam a ser patéticos, porque eles mesmos são a antítese de tal discurso.


Por isso, a máxima, "conhece-te a ti mesmo" deveria ser levada mais a sério por estes seres, antes mesmo de qualquer apropriação discursiva alheia.

domingo, 25 de dezembro de 2011

ENTÃO, É NATAL!

Natal. A "festa cristã".

Muitos de nós lemos e ouvimos acerca da história cristã.
Por meio da bíblia, lemos que um anjo visitou uma moça chamada Maria numa pequena aldeia, na região que hoje conhecemos por Oriente Médio e lhe trouxe a notícia de Deus de que ficaria grávida por meio do Espírito Santo e daria a luz a um menino que seria Homem e Deus. Esse menino foi chamado de Jesus.

O fato é que, após mais de 2000 anos, comemora-se o nascimento desta criança.

Nas minhas viagens pelas abstrações psíquicas, penso que Jesus era um menino bem engraçado, bem humorado, irreverente, inteligente e espirituoso. Isso sempre me passa pela cabeça, devido aos pequenos fragmentos bíblicos sobre sua infância que, volta e meia, leio na Bíblia.

Penso que, por Jesus ser assim para mim, pelas interpretações que faço da leitura bíblica, não consigo compartilhar com muitas das ortodoxias religiosas. Aliás, compartilho da minoria. Daquelas que ainda conseguem manter a poesia e a beleza do Natal, porque captam a mensagem do Menino Deus que veio ao mundo para, entre outras coisas, nos lembrar de que também somos Meninas e Meninos (Humanos), porém com a centelha Divina. E, por incrível que possa parecer, é esta centelha Divina que ajuda muitos de nós a nos perdoar pelos equívocos que cometemos e perdoar aqueles que se equivocam conosco e pelo mundo afora. Porque se conseguimos, ainda, exercer generosidades, é porque recebemos doses suficientes de amor e generosidade, que no meu humilde ponto de vista, são passadas de geração em geração pelo Amor Primeiro e Ancestral, por Quem é essencialmente AMOR!

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

GOVERNAR, EDUCAR, PSICANALISAR...

Freud, em sua trajetória intelectual, afirmou em determinado momento que:
"...governar, educar e psicanalisar são tarefas impossíveis..."
Sobre a governança não escreverei, porque não tenho propriedade sobre conceitos sociológicos amplos, e por isso, prefiro não me manifestar.
Com relação às questões da educação e da psicanálise, concordo com Freud de forma parcial.
Bem ou mal, as pessoas estão passando por processos educacionais e de psicanálise.
Lembrei desta afirmação devido ter visto novamente o filme "Esse obscuro objeto do Desejo" de 1977, do espanhol, naturalizado mexicano, Luis Buñuel.
Quando pensamos em educação ou em processos psicanalíticos, a temática do desejo fica em relevo, porque tanto para se educar, como para se psicanalisar, o desejo precisa ser encarado de frente. Não me parece inteligente ignorar os processos inconscientes do desejo nestes dois segmentos da vida, sob sérios riscos de recalcar aspectos importantes, relacionados às satisfações relativas ao saber, que se desdobrarão em diversos pontos: profissionais, intelectuais, de posicionamento social, entre outros.
E, ao mesmo tempo, como entender este desejo, ou circunscrevê-lo em espaços e lugares rígidos como instituições de ensino ou consultórios, uma vez que Buñuel no referido filme, destaca com muita propriedade a qualidade fugidia do desejo...
Uma das possibilidades que me parece possível é relativa ao desenvolvimento sistemático de uma escuta ampla, sensível e qualificada nestes espaços, permitindo que desejos, potências e leituras de mundo se expressem, num processo contínuo de elaboração.
Entendo também, que é mais interessante que os processos em questão possam ter aspectos flutuantes, e, como numa rede da internet, abrir vários links que possibilitem o desejo passear com fluidez para pousar e para flutuar sempre que se fizer necessário ao ser desejante!

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

AMOR ROMÂNTICO

Fico intrigada com a força que possui a representação do amor romântico. Por mais tecnologia que se desenvolva, por mais descoladas que as pessoas pareçam ser, esta representação romântica do amor sempre retorna.
Escrevo pensando em uma sobrinha adolescente, que sempre comenta comigo sobre a saga denominada "CREPÚSCULO" que segue com força total, tendo como protagonistas uma garota "teen" e um garoto vampiro que são absolutamente apaixonados. Tão apaixonados que a garota deve, nós próximos capítulos, abrir mão de sua humanidade em nome do "amor" que sente pelo jovem vampiro em questão.

Assistimos ou ouvimos de um romance que terá sua musa transformada em vampira, após se entregar "de corpo e alma" ao vampiro, e algumas coisas me passam pela caxola:

- me parece que o amor romântico está bem representado, em se tratando de vampiros, porque neste tipo de amor, onde a simbiose predomina, o que um mais faz com o outro é sugar as energias que ambos possuem, o que é o marco de uma relação simbiótica, onde as individualidades ficam comprometidas.

- mas, será que os vampiros aguentariam uma relação desta natureza sendo que estarão aí pelo resto da eternidade? (se nós, meros mortais já não suportamos por muito tempo, imaginem eles?)

Brincadeiras a parte, porque vampiros são seres da fértil imaginação humana, me parece que, independente da vida que nos dá mostras suficientes da "roubada" que é uma relação calcada no amor romântico, este segue seu curso, sempre se renovando e retornando em formas e linguagens, carregando MUITA gente para as salas de cinema e leitura de livros diversos sobre o tema, deixando homens e mulheres perplexos e muitas vezes perdidos pelo caminho, como que "mortos vivos" procurando pelo "paraíso perdido" que pensam ter conhecido na relação romântica, como se esta, pudesse ser eterna.

domingo, 23 de outubro de 2011

ATOS DE FÉ E... RISCOS

Certa feita, ouvi de uma professora de filosofia muito querida por mim, que viver é um ato de fé. Fé que independe de crenças religiosas.
Acrescentou, ainda:
- "...viver é um ato de fé e um risco..."
Mediante tal afirmação, vários jovens universitários (como eu à época) começaram a elaborar uma série de reflexões. O que, diga-se de passagem, nas aulas desta professora, eram um verdadeiro deleite.
Esta afirmação voltou à minha memória devido a uma situação, onde diversos pais precisavam decidir se assinavam ou não, uma autorização para que suas crianças desfrutassem do passeio de um dia à uma colônia de férias no litoral, com um grupo de educadores.
Estas crianças já estão com os educadores há 8 meses, num processo de educação não formal, que tem como um dos princípios, entre outros, o fortalecimento da autonomia da criança.
Os pais, em seu direito legítimo, indagaram o grupo de educadores, buscando por garantias de que "nada de ruim" atingiria suas crianças.
Porém, como seres humanos que somos, expostos ao risco de viver, me pergunto e pergunto a todos:
- Quais garantias se pode oferecer numa situação como essa?
Ouso respostas possíveis:
Pode-se garantir:
- uma equipe reforçada;
- duplas de educadores experientes que fiquem com um número de crianças que receberão cuidados adequados;
- transporte adequado com motoristas experientes;
- pedido de reforço aos guarda vidas do local;
- seguro de vida (ou de morte?!);
- e assim por diante...
Mas, pode-se garantir que "nada de ruim" aconteça?
Não, nenhum de nós pode garantir um seguro de vida sem riscos.
Porque, ao tentar evitar o que podemos entender como riscos, na realidade, o que estaremos fazendo é evitar viver a vida, que já carrega em si todo o risco!
Quem de nós cresceu sem encarar riscos?
E, finitos que somos, qual seria a graça e o sentido de não corrermos os riscos de nossa pequena existência?

domingo, 25 de setembro de 2011

ARTISTA AUTISTA

Jargões não faltam para enaltecer a função social da arte.
E, compartilho com a idéia de que a arte, em suas múltiplas facetas contribui para ampliar os limites de nossa existência.
Porém, participando de diversas atividades artísticas, me deparo com situações onde a minha vontade é jogar tomates em alguns seres. Seres que se auto denominam artistas, mas que para mim são autistas. (Reforço aqui meu profundo respeito às pessoas que sofrem de autismo, de fato).
Mas aqui, o que chamo de "artistas autistas" são aquelas pessoas que se arrogam o nome de artistas, porém, não conseguem estabelecer um diálogo por meio de sua arte. Estão pouco ou nada interessados no público, contrariando a máxima do poeta: "todo o artista tem que ir aonde o povo está". Pessoas blasés e fechadas num círculo elitista, sem expressão e potência.
Não existe sentido em se arrogar o termo artista se não se quer atingir as pessoas com a possibilidade da potência da expressão artística!
Fico aqui, pensando se este autismo artístico é mais um sintoma de nossa sociedade, tão apática!

domingo, 11 de setembro de 2011

POP

ARTE POP

Por volta de 1960, muitos artistas defenderam uma arte popular (POP) que tivesse comunicação direta com as pessoas, por meio de imagens criadas com os objetos de uso cotidiano.
Andy Warhol foi um pintor, cineasta e empresário norte americano, um dos expoentes mais conhecidos do Movimento da Arte Pop. Uma das técnicas que utilizava consistia em pegar várias imagens iguais e pintá-las com cores vibrantes e diferentes, juntando depois todas elas numa série.

Pensando nisso, a Cia Noz de Teatro estreou no início deste mês, o espetáculo infanto juvenil "POP". Assisti com minha sobrinha de 3 anos. Eu gostei e minha sobrinha não tirou os olhos do palco um segundo sequer.

Uma crítica sempre bem vida, um espetáculo despretencioso, que passa o recado de forma clara e divertida. Recomendo para os maiores e menores (sendo que os pequenos só verão se os maiores levarem!).

POP
Cia Noz de Teatro
Criação e Direção e Figurinos: Anie Welter
Elenco: Cida Sena, Paulo Henrique Alves, Sheyla Coelho e David Assis.
Música: Dr Morris
Produção Musical: Yvo Ursini

SESC Belenzinho
R. Pde Adelino, 1000
Tel.: 2076-9700
até 02/10/2011
sábados e domingos, 12h
R$8,00 - R$4,00 e R$2,00