domingo, 23 de dezembro de 2012

CADA DIA

Na Bíblia há uma passagem - onde Jesus responde - para alguém que o questiona de forma ansiosa:

"...basta a cada dia o seu próprio mal..."

Pensando sobre isso num bom momento de férias, com paisagens inspiradoras, só confirmo que esta é uma das mais verdadeiras afirmações para uma vida saudável.

Não excluo as necessidades da vida de nós, meros mortais: trabalho, educação, moradia, saúde, relacionamentos, etc, etc...
Porém, para mim, de nada vale vivermos nossa vida, se não conseguirmos "respirar", "pausar" e saber o que cada momento requer, e que o realmente vale a pena para cada um.

Escrevo para mim mesma... talvez eu necessite mais dessas doses homeopáticas de sabedoria...



DESEJO A TODOS NÓS UM NATAL ILUMINADO!



quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

FÉRIAS


COMO JÁ VATICINOU NIETZSCHE: A VIDA É FEITA DE MOMENTOS FELIZES!
E ESTE É UM DELES...
COMPARTILHADO COM MUITO PRAZER E ALEGRIA POR MIM E PELA MINHA LINDA SOBRINHA BEATRIZ!


FELICIDADE E REFLEXÃO: COMBINAM MUITO....

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

REPETINDO O QUE FAZ SENTIDO


SOPHIA

Sophia é a palavra grega para sabedoria. E desenvolver a sabedoria está diretamente relacionado com a reflexão, com a sensibilidade adquirida pela vivência diária, com a convivência entre diferentes. No dicionário, algumas palavras sinônimas de sabedoria são: prudência, moderação, sensatez, conhecimento justo das circunstâncias.
Vivemos tempos, principalmente nas grandes metrópoles, onde as pessoas se submetem a tantos afazeres, tempos em que a questão do ter é sempre posta em maior evidência, que as qualidades acima - sinônimas da palavra sabedoria - estão ficando raras. Qualidades que nós, os humanos, deveriamos honrar. Infelizmente somos negligentes em muitas ocasiões, onde as qualidades acima são essenciais. Nos apressamos em pré julgar, em fazer leituras preconceituosas e distorcidas, justificando que não temos tempo para ouvir, para conviver, para nos relacionar, porque estamos sempre muito ocupados. Somos seres perdidos em nossas próprias construções sociais. Falta-nos, quase sempre, a boa dose de sabedoria cotidiana.
Neste exato momento, de férias numa cidade muito inspiradora, esta "sabedoria" do viver cada dia faz mais sentido ainda!!! E remete para a necessidade preciosa de pararmos de tempos em tempos...  

QUE BOM! 


sábado, 3 de novembro de 2012

VIVER MORRER MORRER VIVER

O dia de "Finados", com suas diversas expressões, reatualiza-nos sobre nossa finitude.
Cada um de nós, a sua maneira (orações, visitas a cemitérios, choros) velamos por nossos mortos..
Talvez, até para a elaboração de que também morreremos.
A questão se istala aí: também morreremos. Para mim, a qualidade de nossa vida está diretamente vinculada à relação que estabelecemos com nossa finitude.
A insistência da sociedade contemporânea em investir cada vez mais em subterfúgios técnicos e instrumentais para "retardar" o processo de envelhecimento e morte me sugere que as pessoas vivem cada vez pior. Por viverem de forma superficial, sem entrar em contato com suas próprias questões mais profundas, precisam de "atalhos artificiais" que criam uma certa ilusão de juventude eterna e imortalidade.

Estão ai:
- as estatísticas da chamada "estética sintética": cirurgias plásticas feitas por puro narcisismo, sem necessidades reais.
- as internações em UTI's - ambientes sem nenhum aconchego e afeto - que se prolongam, muitas vezes por insistência familiar, sem que o moribundo tenha qualidade genuina dos dias vividos, e onde não pode desfrutar da presença das pessoas com quem passou a maior parte de sua vida. Ironicamente, na hora de sua morte, não pode receber o toque de carinho, tão vital.  É relegado a um ambiente hospitalar, com equipes distantes, que muito raramente, se dispõem à uma conversa digna com a família.

Oxalá Deus me conceda a graça de morrer dignamente, no aconchego do ambiente que me apraz, desfrutando o maior tempo possível da companhia das pessoas queridas. Porque morrer assim, significa que vivo assim, com dignidade, prazer e convivência genuina.
Vida e Morte fazem parte do mesmo ciclo, mesmo que a negação disso seja a pauta de nossos dias.

VIVER MORRER  MORRER VIVER...

sábado, 29 de setembro de 2012

UM DIA DE SOL!

Adoro dias de sol, depois de alguns dias bem frios.

São dias alegres, onde as pessoas começam a sair de casa de forma tímida, e depois ganham os espaços públicos.

Passeando com uma querida criança que amo, desfrutamos desses momentos, de forma despretensiosa, divertida e que tráz novas energias.

Celebro aqui hoje, UM DIA DE SOL!

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

RITUAIS, FORMALIDADES & CELEBRAÇÕES

As conversas com pessoas inteligentes são sempre boas.
E, melhor ainda, elaborar os conteúdos destas conversas, porque num primeiro momento, alguns argumentos podem parecer até convincentes, mas depois de elaborados, apresentam novas facetas.
Fiquei a pensar sobre algo relativo ao que considero um ritual, de fato, após uma conversa.
Para mim, ritual  tem relação com algo que considero da ordem do sagrado, com uma certa possibilidade de transcendência. Sendo assim, as questões que estão relacionadas ao cotidiano formal, burocrático e técnico não se encaixam na categoria de ritual. Se encaixam numa categoria de formalidades. Que, vez ou outra, até são bacanas e importantes.
Porém, rituais e formalidades tem algo em comum: celebrações. E, dependendo da situação, seja um ritual, ou seja uma formalidade, a celebração pode carregar um sentido para alguns, outro sentido para outros, porque afinal de contas, caindo numa fala da moda, somos diversos.
Foi bom parar para pensar sobre isso! Sempre é bom pensar!

segunda-feira, 30 de julho de 2012

QUESTÃO DE GÊNERO

Li, recentemente, um artigo que me entristeceu. Porém, ao mesmo tempo, só me atualizou de algo que já sabemos: as mulheres são sempre mais discriminadas. Neste artigo a autora aponta a questão da discriminação feminina quando a mulher é presa por ter cometido algum delito.
Conforme os dados estatísticos, as mulheres presas são abandonadas pela maioria da sua família: pais, mães, companheiros, irmãos e afins.
A família condena de forma brutal a mulher, não levando os filhos pequenos às visitas. Os companheiros as abandonam quase que imediatamente após a prisão, e os demais membros da família preferem "esquecer" que esta mulher existe, pela "vergonha" que causou à família. Ou seja, esta mulher é cruelmente hostilizada por todos, e abandonada no cárcere até o final de sua pena.
O que sempre chama a atenção é que os dados estatísticos apontam que, no caso dos homens presos, a situação é totalmente inversa. A família os visita de forma regular. As companheiras, em sua maioria levam os filhos pequenos às visitas porque querem que as crianças saibam quem é o pai e estas mesmas companheiras esperam por este homem até o final de sua pena. Ou seja, as mulheres ainda são mais solidárias e generosas (ou será que o sexo feminino é, ainda, mais ingênuo?)
Não gosto de fazer apologia a nem um "ismo", incluindo-se aí o feminismo. Porém, em mais um aspecto somos atualizados de que vivemos num país machista e que discrimina de forma ampla.
Até quando teremos que conviver com tantas crueldades e discriminações com mulheres, pretos, crianças, idosos e todos aqueles que não se enquadram na categoria do sexo masculino, de cor branca com carteira assinada e no auge do seu período produtivo para o capital?