quinta-feira, 5 de agosto de 2010

ALIENAÇÕES

Aceitando ou não o fato, somos todos alienados de certa maneira.
Nossa primeira alienação ocorre já na infânica, porque como seres em formação, é o olhar do outro que nos define.
Outro esse que pode ser mãe, pai, avó, tia, instituição social, ou quem quer que seja que inicia o nosso processo de maternagem.
E, essa importância que o olhar do outro tem em nossas vidas, perdura. Basta pensarmos em como nos formamos, onde estamos inseridos, quais imagens criamos de nós mesmos que podem ser "vistas" e quais os segredos que escolhemos manter.
Em psicologia analítica, Jung cunhou o termo "persona" para os vários personagens que criamos.
Ainda bem que podemos contar com as diversas personas, pois como seres sociais, quem aguentaria viver sem criá-las?
Já disseram que a vida imita a arte. Para mim a vida é um grande palco, onde em cada sucessão de acontecimentos escolhemos viver determinadas personas. Só assim, para dar conta de nossas loucuras e das loucuras alheias...
Penso que nestas escolhas que fazemos por determinadas personas, em cada cenário que se apresenta, é bom deixarmos claros os nossos posicionamentos.
Parece corrente nos dias atuais uma persona que sustenta certo jeito "blasé" de ser, como forma de se mostrar indiferente a tudo. Jeito este, extremamente cansativo para mim.
Independente de quem seja, prefiro os que se posicionam, aqueles que se afetam e se deixam afetar. Que mesclam suas personas. Mesmo que eu nem compartilhe dos afetos, prefiro que apareçam.
Porém, como vivemos tempos estranhos, a moda é ser "blasé".
Uma pena. "Ser blasé": um tipo de persona que considero pobre, entediante porque se pretende sempre indiferente...
Mas, assim como outras personas, também se trata de certo tipo de alienação!

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